Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

SOCORRO URGENTE

O alerta deixado em Fevereiro último parece que não teve eco suficiente. A situação da Conservatória do Registo Predial de Estremoz é muito preocupante, mesmo alarmante e, a continuar assim o seu funcionamento, poderá mesmo vir a colocar-se o risco de encerramento. Os serviços solicitados arrastam-se meses e meses e não são realizados. Os funcionários são humilhados perante os utentes da Conservatória, sem a menor razão, pelo menos aparente, pela sra. doutora que chefia o serviço. Sabe -se que de todo o país se reclama pelo atraso dos registos de prédios, de automóveis e de outros assuntos. Os funcionários andam numa roda viva a dizer mentiras aos utentes a mandado da sra. doutora que nunca aparece a dar a cara, estando permanentemente escondida. Pelo que se conhece os funcionários são competentes e educados, mas não têm autorização da chefe para fazer a maior parte dos serviços. O concelho de Estremoz e os concelhos limítrofes deixaram há muito de ter a maior Conservatória de Registo Predial em termos de volume de serviços prestados e com bom desempenho. Os cidadãos e as empresas do concelho de Estremoz, bem como de outros concelhos, estão há muito tempo privados de um serviço público essencial. É já voz corrente, entre as pessoas, o comentário de que é preferível dirigirem-se a Borba, Vila Viçosa, Elvas ou Évora para resolverem os seus assuntos. Isto não pode continuar. Doa a quem doer, mas tem de ser criada uma solução. Toda a gente comenta, toda a gente se queixa, mas o certo é que tudo continua na mesma. Os estremocenses solicitam, a quem de direito, socorro urgente.

Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

ALERTA LARANJA

Todos os serviços públicos são importantes e deles dependem, em elevada percentagem, os cidadãos, as empresas e as diversas forças vivas da sociedade civil. Alguns são mesmo vitais e da forma mais ou menos célere como funcionam, dependem totalmente os seus negócios e actividades. Estremoz, com algumas excepções, felizmente poucas, tem tido a sorte de os serviços públicos sempre terem respondido eficazmente às exigências e desafios. Mas como no melhor pano cai a nódoa, aí temos realmente uma grande mancha que tem vindo a alastrar e a perturbar a normal actividade de pessoas e empresas do concelho e não só. Os serviços solicitados na repartição pública nunca são realizados dentro dos prazos. Pessoas e empresas aguardam semanas, meses e até anos pela resolução dos assuntos. Venha cá amanhã, para a semana, não temos internet, não há sistema, o sistema está bloqueado, os telefones estão avariados há muitos dias, o chefe está ocupado, está numa reunião, numa formação, está doente, está não sei que mais. Telefones ninguém atende, dia após dia, após semana. Manda - se emails ninguém responde. É assim a vida dos utentes da repartição. Muitos, mesmo muitos, têm sido prejudicados. Cidadãos e empresas terão perdido oportunidades de negócio. Outros parece que já tiveram de suportar coimas fiscais por os prazos se terem esgotado. Advogados, bancos, empresas, cidadãos optaram por se dirigir a serviço semelhante noutras localidades, onde funciona normalmente. Tudo isto é público e conhecido. Todos observam: porquê isto se antes tudo funcionava bem ? Será falta ou ineficácia dos meios tecnológicos ? Será falta de recursos humanos ? Será falta de preparação dos recursos humanos existentes ? Será falta de coordenação dos recursos humanos existentes, sabendo - se que eles são suficientes e capazes?
Quando tanto se fala em reforma da administração pública, em simplex, em objectivos dos funcionários públicos, em apoios para desenvolvimento e crescimento das empresas, em Estremoz, um serviço público vital não tem sido capaz de responder a esses desafios.
E o serviço é nada mais nada menos que o Registo Predial e Comercial de Estremoz.
É preciso e urgente corrigir. Toda a gente sabe e comenta. O busilis da questão são os melindres pessoais. Um familiar do coordenador ou chefe da repartição sempre foi eficaz, diligente e zeloso no desempenho de funções idênticas, desempenhando actualmente funções do mais alto nível na hierarquia do serviço em causa.
Então, da melhor forma para os utentes, para o responsável e funcionários do Registo Predial de Estremoz, solucione - se este grave problema, sem melindres. Assim é que não pode continuar.
Aqui fica o alerta, que já é laranja.

Sábado, 14 de Novembro de 2009

DEFICIÊNCIAS

As campanhas eleitorais, especialmente as autárquicas, e já vão muitas, são férteis em banalidades. Os apelos ao voto são sempre cheios de promessas, algumas de tão repetitivas já ninguém as leva a sério, mas a verdade é que em Estremoz, muito, mesmo muito há para fazer. Posso afirmar, todos certamente vão concordar, que muito do que falta em Estremoz não é só emprego para todos, especialmente para os jovens, falta muito do mais básico e essencial para o bem estar dos cidadãos e para melhorar a qualidade de vida.
Os autarcas da nossa terra sabem que, além de planear, projectar, traçar um rumo para que haja confiança e investimento, é absolutamente necessário pensar nas pessoas e no seu dia a dia.
Não se cuidou do passado e não se planeou o futuro. As zonas históricas estão abandonadas. Ninguém teve uma ideia, um projecto, uma vontade de intervir, de forma a tornar a parte mais altaneira da cidade num dos melhores e maiores pólos de atracção do Alentejo. Ali a segregação social é quase uma realidade. Tanta coisa poderia ter sido implementada, no aspecto turístico, cultural, comercial e de lazer, sem excluir ninguém. Na periferia, cada courela, cada horta, cada interesse particular, foram surgindo aglomerados a que chamam bairros, como cogumelos selvagens nascem no campo, esquecendo que vivemos em comunidade. Como não houve planeamento, as infra estruturas de cada bairro são um novo problema para outro novo bairro. Muitas ruas são quase tão problemáticas como as do bairro de Santiago. É um verdadeiro caos urbanístico. Os espaços verdes, as zonas de lazer, as zonas de estacionamento, os equipamentos, as acessibilidades são uma miragem. É assim, de forma quase generalizada em todo o concelho. É desolador verificar que muitos jovens têm de brincar e jogar à bola nas ruas à boa maneira de antigamente. Os cidadãos, particularmente os idosos, não têm condições para circular em segurança. As ruas da zona industrial e os equipamentos desportivos foram mal concebidos e com custos que ninguém conhece.
Ter uma casa com boas condições de habitabilidade, ter as muralhas meio recuperadas e iluminadas, não chega para dizer que em Estremoz há qualidade de vida, é necessário muito mais, melhor e diferente. A qualidade de vida passa pela recuperação urbana e a sua humanização, implementando e desenvolvendo actividades culturais, turísticas e de lazer, dando facilidades aos agentes comerciais, ao artesanato e aos serviços. A qualidade de vida passa pela melhoria dos arruamentos, pela utilização permanente e qualificada de todo o espaço designado como património histórico, pela implantação de verdadeiras zonas verdes, internas e periféricas, de parques de estacionamento, pela boa sinalização e acessibilidade para os deficientes às passadeiras, aos edifícios municipais, aos serviços públicos e privados, aos monumentos, aos museus, aos jardins, aos parques desportivos e pela restrição à circulação automóvel em determinadas zonas urbanas.
Estas deficiências representam falta de capacidade e de vontade politica. Ninguém venha dizer que são necessários muitos milhões para implantar passadeiras, rampas, sinalização, elevador para os pisos superiores do edifico da Câmara, passeios na Avenida de Santo António até ao cemitério, iluminação até ao estádio municipal, arranjo da zona anexa ao pavilhão e piscinas, espaços verdes, parques de estacionamento, etc. Os agentes económicos, culturais e outros investidores não se revêem neste estado do concelho e não têm confiança.
Também os cidadãos, estremocenses ou não, são portadores de grandes deficiências. A falta de civismo, de educação e de respeito, quando estacionam os veículos sobre os passeios, passadeiras, lugares públicos ou de estabelecimentos comerciais, cujo destino é exclusivo para deficientes e estão devidamente sinalizados. É vergonhoso e aí exige – se que as forças policiais sejam rigorosas e intransigentes.
Como estremocense espero que tudo isto venha a melhorar. Estremoz e os cidadãos estão acima de todos os jogos e interesses partidários.
PESDECABRA